Aliança pela Água

Surgida no seio da maior crise hídrica da história de São Paulo, a Aliança é uma coalizão da sociedade civil para contribuir com a construção de segurança hídrica em São Paulo, por meio da coordenação das várias iniciativas já em curso e da potencialização da capacidade da sociedade de debater e executar novas medidas.

Responsável: Instituto Socioambiental (ISA)

Local de implementação: São Paulo (SP)

Contato

Telefones: (11) 3515-8900 /

Endereço: Av. Higienópolis, 901 - Consolação

Site: http://www.aguasp.com.br

E-mails: contato@aliancapelaagua.com.br

Descrição

Em setembro de 2014, o Instituto Socioambiental (ISA) deu início ao projeto Água@SP, com o objetivo de mapear atores e propostas que possam contribuir para lidar com a crise da água em São Paulo. O mapeamento foi realizado em parceria com a organização Cidade Democrática e contou com o apoio de quase 30 organizações. A pesquisa teve a adesão de mais de 280 especialistas de 60 municípios, que propuseram 196 ações de curto prazo e 191 de longo prazo, além de apontarem mais de 300 iniciativas inspiradoras para a gestão da água em São Paulo. Reconhecendo que a crise é resultado de uma combinação de diferentes fatores e que sua superação se dá com o engajamento dos governos e da sociedade civil, as organizações apoiadoras do mapeamento se uniram para formar a “Aliança pela Água de São Paulo”. A Aliança propõe um jeito diferente de lidar com a crise da água: compartilhado, corresponsável, baseado no engajamento e no diálogo entre diferentes segmentos da sociedade e do governo. Com o lema de unir esforços individuais e amplificar os resultados em torno de uma agenda comum – a garantia de segurança hídrica -, seus princípios são: água não é mercadoria, mas um bem essencial à vida cujo acesso é um direito humano; todos os níveis de governo têm responsabilidades sobre a água e devem estar a serviço da população; as soluções propostas para enfrentar a crise devem obrigatoriamente incluir recuperação e recomposição das fontes de água existentes. Cerca de 30 organizações participam da Aliança, entre elas o ISA (fundador), WWF, TNC e o Greenpeace.

As organizações da Aliança pela Água de São Paulo atuam juntas em três frentes: 1) Produção e divulgação de informações sobre a crise e suas soluções; 2) Mobilização da sociedade e dos governos para a construção conjunta de soluções; 3) Engajamento de atores para a construção de um pacto pela água de São Paulo. Além disso, para alcançar as metas de curto e longo prazo, estabeleceram um conjunto de ações de curto, médio e longo prazo que compõe a “agenda mínima” cobrada do governo. Para ver todas as ações propostas, acesse: http://aguasp.com.br/app/uploads/2014/11/Alianca_pela_Agua_de_Sao_Paulo_5.pdf

Objetivos

Elaborar propostas para uma nova cultura de cuidado com a água no Estado de São Paulo; articular e somar esforços das diferentes organizações, movimentos, coletivos e ativistas envolvidos com a causa; empreender um processo de interlocução com poder público e iniciativa privada para a articulação de pactos sociais; promover o debate público sobre a situação dos recursos hídricos, oferecer análises sobre a situação atual e perspectivas futuras; colaborar nos esforços emergenciais de enfrentamento da crise; ser uma incubadora de iniciativas que contribua com uma nova cultura de cuidado com a água. No curto prazo, o objetivo da coalizão foi chegar em abril de 2015 em uma situação segura para enfrentar mais um período de estiagem. Para o médio e longo prazo, o foco é implantar um novo modelo de gestão da água para o Estado, baseado na sustentabilidade social, ambiental e econômica.

Público-alvo

Público em geral, organizações da sociedade civil e poder público

Resultados

Na avaliação de representantes da Aliança, um dos principais resultados deste processo de organização é a percepção da importância de debater a questão da água como direito e como política pública, já que grande parte dos problemas vivenciados por São Paulo, a exemplo da ocupação irregular dos mananciais, originaram-se de estímulos gerados pelo próprio poder público. A pressão da sociedade civil sob o governo, assim como a disponibilização de informações, campanhas etc. realizada pela Aliança inaugurou um processo de sensibilização com relação à questão hídrica da cidade de São Paulo e seu entorno. Uma nova percepção espacial pôde ser percebida, relocalizando e reaproximando os habitantes dos bairros com a dinâmica dos rios e represas que os abastecem. Tal cenário pode servir de exemplo para outras cidades avançarem no debate sobre a governança da água, considerando que a crise paulista é a “ponta do iceberg” de uma crise nacional.

O lançamento da proposta em 2015 debateu as temáticas de Resíduos Urbanos, Mobilidade Urbana, Cultura e Patrimônio Histórico. Foram tirados encaminhamentos, subtemas e propostas de atividades para cada temática entre os presentes. Por isso, além de discutir as alternativas em curso, a rede é fundamental para aproximar grupos com as mesmas necessidades ou com trabalhos e ideologias complementares, fortalecendo a todos e ao desenvolvimento sustentável da cidade.

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