As minhocas de Mongui

A gestão dos resíduos sólidos orgânicos domésticos através de processos de minhocultura, realizada de forma associativa, oferece soluções com potencial futuro em termos ambientais, sociais e econômicos.

Confira mais informações sobre esta prática no Almanaque do Futuro: bit.ly/2N6meyc

Responsável: Lombriduz

Local de implementação: Monguí

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Descrição

A iniciativa de produzir fertilizantes orgânicos começou há sete anos. Aproximadamente, 20 famílias vizinhas da cidade de Monguí começaram a usar o estrume de suas vacas leiteiras para produzir húmus. Produziram pequenas quantidades de húmus que serviram de fertilizante para as culturas agrícolas de cada família e daí surgiu a ideia de formar um grupo associativo. Com Lombriduz (este é o nome do grupo de minhocultores), o grupo associativo no setor teve início. Além do húmus, a associação também vende larvas de minhocas. O lixiviado (líquido filtrado dos leitos de vermes), misturado com plantas amargas, serve como adubo foliar e repelente em culturas de quinoa. Das aproximadamente 10 toneladas de húmus produzidas mensalmente, 15% destinam-se ao próprio uso das famílias associadas às suas culturas, como quinoa e amaranto, 5% são vendidos ao município de Monguí e os 80% restantes são vendido ao público. A Lombriduz faz parte da Agrosolidaria, um movimento camponês. Agrosolidaria é um modelo de organização socioeconômica que integra agricultores e consumidores urbanos. Trabalha os componentes de produção, transformação, distribuição e consumo de alimentos, além de uma política de crédito, buscando níveis mais elevados de sustentabilidade social, justiça relacional e equilíbrio ambiental, dentro dos princípios filosóficos da agroecologia, da economia solidária e do campo justo cidade-campo.

Objetivos

Organizar a produção agroecológica de minhocultura no povoado de Monguí na Colômbia, visando o desenvolvimento sustentável local.

Público-alvo

Famílias camponesas

Resultados

Enquanto as famílias usavam o húmus produzido no início para fertilizar suas terras, membros e parceiros assumiram a tarefa de buscar maior volume para a produção de húmus. Com este propósito, eles entraram em diálogo com o governo municipal, conseguindo uma campanha destinada aos cidadãos para a separação de resíduos orgânicos do resto do lixo doméstico. Esta iniciativa foi bem sucedida e a Lombriduz atualmente processa semanalmente 4 toneladas de lixo sólido orgânico, que é entregue pelo trabalhador da coleta de lixo do município de Mongui, e, recentemente, o mesmo tem acontecido com o município de El Cocoy, que entrega semanalmente 6 toneladas de lixo orgânico.

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