Banco Comunitário de Sementes Crioulas

O Banco de Sementes Crioulas da comunidade Cabaceiras nasceu a partir das ações da ASA no âmbito do programa P1+2, financiado pela Fundação BB e pelo projeto de ATER, executados pelo SERTA. A cultura de guardar sementes é uma prática comum dos agricultores da localidade, porém, infelizmente, estava ficando desvalorizada, ou algumas variedades já estavam se perdendo. Além de trabalhar com o resgate das variedades, práticas de conservação e estocagem, o patrimônio histórico das sementes para a humanidade, também trabalhou-se a gestão e a construção de um banco de sementes através das práticas da bioconstrução. Toda construção foi discutida e planejada com o grupo desde a confecção dos tijolos até a pintura. Essa tecnologia foi criando forma e teve também o apoio do Programa Sementes do Semiárido.

Responsável: Serviço de Tecnologia Alternativa - Serta

Local de implementação: Comunidade Cabaceira, município de Canhotinho (PE)

Contato

Telefones: (87) 3932-5008 /

Endereço: Açude Engenho Francisco Saboya, S/N - Povoado Poço da Cruz/Zona Rural - Ibimirim - PE CEP: 56580-000 Rodovia PE 50 - Km 14 - Campo da Sementeira, S/N - Zona Rural, Glória do Goitá - PE CEP: 55620-000

Site: http://www.serta.org.br/site/

E-mails: serta@serta.org.br

Descrição

O Banco foi inaugurado em setembro de 2016 com mais de 20 espécies diferentes que inclui feijão, fava, milho e árvores nativas, entre elas, várias sementes centenárias. A expectativa é de resgate de outras espécies e multiplicação de todas as sementes, para que o banco garanta plantio de qualidade para essa e outras gerações. A construção do Banco de Sementes Crioulas se deu através do trabalho comunitário em mutirão. As práticas tiveram início com a escolha do formato do banco pensado num formato de um mamão cortado na longitude, em seguida com o carregamento de barro e capim para a confecção dos 4.500 adobe. Após o processo de secagem do adobe, deu-se início a etapa de levantar as paredes. A massa foi feita com barro e areia depois o processo do reboco foi feito com barro, estrume de boi, areia e água, tendo sido todo o trabalho realizado em mutirão. O processo de cobertura foi feito no formato circular para dar alinhamento à construção. Para as janelas, utilizou-se pneus e garrafas coloridas de vidros para refletir a claridade e dar beleza ao ambiente. Hoje o banco funciona através de trocas e empréstimos. Por exemplo, quem desejar adquirir cinco quilos de sementes de milho, deverá devolver o dobro dessa quantia. O espaço é gerido pela própria comunidade.

Objetivos

Resgatar, conservar e multiplicar a diversidade das sementes crioulas da região, sendo instrumentos para garantia da segurança alimentar e nutricional, produzidas com bases agroecológicas.

Público-alvo

Agricultores associados ao Banco de Sementes

Resultados

Entre os principais resultados do projeto, podemos mensurar o resgate de 10 variedades de sementes crioulas, a conscientização da comunidade em se organizar, o aprendizado coletivo e uma construção sustentável com recursos naturais da comunidade.

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