Caminho do Melhor Negócio da Castanha

A Cooperativa Mista Extrativista dos Quilombolas do Município de Oriximiná, conhecida como Cooperativa do Quilombo (CEQMO), foi criada em 2005 como um desdobramento das ações da ARQMO – Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Município de Oriximiná, localizado em uma região conhecida como Calha Norte na Amazônia, e da Comissão Pró-Índio de São Paulo. O intuito é tornar o negócio da castanha uma opção de geração de renda econômica e ambientalmente sustentável para os quilombolas.

Responsável: Cooperativa do Quilombo de Oriximiná (CEQMO) e Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPISP)

Local de implementação: Calha Norte na Amazônia

Contato

Telefones: (11) 3814-7228 / (11) 3518-8961 (CPISP) /

Endereço: Rua Padre Carvalho ,175 - São Paulo (SP) (Comissão Pró-Índio)

Site: http://www.quilombo.org.br

E-mails: ceqmo@hotmail.com
cpisp@cpisp.org.br

Descrição

O projeto trabalha com o manejo adequado da terra, a valorização da biodiversidade e da cultura quilombola, desenvolvendo a autonomia das comunidades. Foram desenvolvidas ações de reposicionamento dos quilombolas na cadeia de valor da castanha, minimizando o papel dos atravessadores; novos padrões de remuneração dos castanheiros; e ampliação da comercialização no mercado por meio do acesso aos programas de mercados institucionais do governo brasileiro, indústrias alimentícias e varejistas.

Desde 2010, o trabalho está na segunda etapa, cuja meta é conseguir com que os quilombolas tenham, nos próximos anos, uma pequena usina de beneficiamento da castanha na cidade de Oriximiná, em terreno doado pela Prefeitura de Oriximiná à Cooperativa do Quilombo. No momento, CEQMO e Comissão Pró-Índio estão buscando os recursos para viabilizar a construção da usina e aquisição dos equipamentos. A usina produzirá castanha sem casca – produto utilizado tanto para a produção de derivados (granola, óleos, barras de cereais, doces) quanto para o fracionamento para venda direta ao consumidor.

Essa decisão decorreu da avaliação que a experiência de oito anos de venda da castanha in natura, embora tenha alcançado resultados positivos, não apresentava condições de sustentabilidade financeira. Seguia dependente de apoios externos para ser viabilizada, especialmente para os custos de mobilização dos cooperados e manutenção da CEQMO. Assim, foi definida a nova estratégia de trabalho, “O Caminho do Melhor Negócio da Castanha”, que busca o beneficiamento da produção em usina da cooperativa.

Objetivos

O objetivo do projeto é tornar o negócio da castanha uma alternativa mais rentável e sustentável para as atuais e futuras gerações quilombolas. A partir da experiência da coleta da castanha, pretende-se estruturar o beneficiamento deste e de outros produtos de suas florestas em usina da cooperativa.

Público-alvo

Povos indígenas e tradicionais

Resultados

Entre 2001 e 2009, o empreendimento quilombola chegou a mobilizar 288 coletores e conseguiu triplicar a renda per capita dos castanheiros ao definir um novo patamar de preços. Há de se destacar, porém, que parte significativa dos castanhais utilizados pelos quilombolas das terras quilombolas ainda estejam em terras ainda não tituladas, de forma que o uso dos recursos fica sujeito a acordos firmados com o ICMBio.

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