Rede Sementes do Xingu – coleta e comercialização de sementes nativas

A Rede de Sementes do Xingu (RSX) nasceu em 2007 para atender o crescimento da demanda por sementes de espécies nativas para plantios de restauração no âmbito da Campanha Y Ikatu Xingu, de 2006. A ideia é simples: uma rede de trocas e encomendas de sementes de árvores e outras plantas nativas da região do Xingu, Araguaia e Teles Pires, promovendo os conhecimentos locais sobre uso e recuperação das florestas e cerrados do Mato Grosso.

Responsável: Instituto Socioambiental (ISA)

Local de implementação: Região do Xingu, Araguaia e Teles Pires; florestas e cerrados do Mato Grosso

Contato

Telefones: (66) 3478-3491 /

Endereço: Av. São Paulo, 202

Site: http://www.sementesdoxingu.org.br

E-mails: contato@sementesdoxingu.org.br

Descrição

A RSX une agricultores familiares, produtores rurais, comunidades indígenas, pesquisadores, organizações governamentais e não governamentais, prefeituras, movimentos sociais, escolas e entidades da sociedade civil. Na RSX, os coletores se organizam em grupos que, unidos, formam os núcleos coletores em associação com diferentes organizações sociais. O processo de coleta e comercialização passa por três fases: 1) contato inicial com os procedimentos de oferta, encomenda, coleta, beneficiamento, armazenamento e identificação das sementes; 2) organização interna do grupo; 3) controle de qualidade, estoque e logística de entrega ao comprador. Cada grupo e núcleo possui um responsável, chamado de “elo”, cujas funções são: registrar e divulgar as experiências na rede, gerir o estoque, a coleta e as encomendas, e controlar a qualidade das sementes de seu grupo. Para alcançar os objetivos que propõe, a RSX busca criar espaços de diálogos, tais como visitas, oficinas, reuniões, encontros regionais, além de publicações periódicas que divulgam os trabalhos em andamento. Nesses espaços, estimulam-se as discussões sobre a localização, época de floração e frutificação das espécies; as técnicas de coleta, beneficiamento, armazenamento, germinação e quebra de dormência das sementes; as técnicas e evolução dos plantios, dentre outros temas. Além disso, discute-se a contínua melhoria na estrutura e funcionamento da Rede, que envolve a comunicação entre os coletores, elos e compradores, a comercialização e trocas de sementes e a consolidação e gestão dos núcleos coletores, buscando a autonomia dos núcleos coletores através de um processo continuado e participativo de formação.

Para adquirir sementes da Rede, consulte as espécies disponíveis no site e faça sua encomenda. Os núcleos de coleta entram em contato para combinar a entrega e a forma de pagamento.

Objetivos

A Rede se propõe a realizar um processo continuado de formação de coletores de sementes nas cabeceiras do rio Xingu, para disponibilizarem sementes da flora regional na quantidade e com a qualidade que o mercado demanda; formar uma plataforma de troca e comercialização de sementes; valorizar a floresta nativa e seus usos culturais diversos; gerar renda para agricultores familiares e comunidades indígenas; e servir como um canal de comunicação e intercâmbio entre coletores de sementes, viveiros, proprietários rurais e demais interessados nas sementes como um saber que valoriza e conserva a floresta, o cerrado e seus usos culturais diversos.

Público-alvo

Povos indígenas e tradicionais

Resultados

Em seis anos de existência e com cinco casas de sementes em funcionamento, a rede cresceu significativamente. Tornou-se um reflexo da diversidade sociocultural da bacia do Xingu e uma referência de economia solidária de base florestal. Atualmente, fazem parte da rede 421 coletores e ajudantes de 17 municípios. Até a safra de 2011, a rede comercializou aproximadamente 71 toneladas de sementes, gerando R$ 639 mil de renda para seus coletores, indígenas, quilombolas e agricultores familiares. Além dos resultados quantitativos que a Rede apresenta, o que tem acontecido é também um processo de revisão do modelo de desenvolvimento nos territórios a partir da crescente demanda de apoios para a vigilância territorial e a produção sustentável dentro das terras indígenas.

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