Central do Cerrado – Comercialização de produtos ecossociais

A Central do Cerrado é uma central de cooperativas sem fins lucrativos estabelecida por 35 organizações comunitárias, de sete estados brasileiros, que desenvolvem atividades produtivas a partir do uso sustentável da biodiversidade do Cerrado. Funciona como uma ponte entre produtores comunitários e consumidores, oferecendo produtos de qualidade como pequi, buriti e mel coletados e processados por agricultores familiares e comunidades tradicionais no Cerrado.

Responsável: Central do Cerrado

Local de implementação: Cerrado do Brasil

Contato

Telefones: (61) 3327-8489 /

Endereço: SEES Q14 LT 3 , 73020414 - Sobradinho, Distrito Federal

Site: http://www.centraldocerrado.org.br

E-mails: centraldocerrado@centraldocerrado.org.br

Descrição

A Central possui um escritório operacional de comercialização em Brasília, onde atua como uma ponte entre os empreendimentos comunitários e os consumidores e serve também como centro de disseminação de informações, intercâmbio e apoio político e técnico para as comunidades na melhoria dos seus processos produtivos, organizacionais e de gestão. A articulação em rede fornece produtos para restaurantes, empórios e pequenos mercados, coquetéis e lanches para eventos, atende encomendas individuais, cestas personalizadas e grupos organizados de consumo, divulgando e inserindo os produtos comunitários de uso nos mercados locais, regionais e internacionais. A Central atua também na elaboração e fomento à implementação de políticas públicas, alcançando a inserção dos agricultores familiares em planos nacionais que dinamizam a comercialização de seus produtos. A gestão da Central do Cerrado é realizada pelos empreendimentos associados (organizações comunitárias), em assembleias e reuniões do conselho administrativo e fiscal.

Objetivos

Promover a inclusão social através do fortalecimento das iniciativas produtivas comunitárias, operando dentro dos princípios e conceitos do Comércio Justo e Solidário. Estas iniciativas conciliam conservação do Cerrado, geração de renda, protagonismo social e valorização das práticas e do mercado local em contraponto ao modelo desenvolvimentista, que “suga tudo daquele lugar para mandar o resultado da produção para o exterior”.

Público-alvo

Cooperativas de agricultores familiares e consumidores

Resultados

Com o trabalho da Central do Cerrado, as cooperativas conseguiram dinamizar o espectro de comercialização dos produtos. Atualmente, já há uma relação estabelecida entre produtores e clientes com, por exemplo, restaurantes de alta gastronomia, que passaram a incorporar produtos como pequi, baru, babaçu e outros em seu cardápio, uma relação impensável há 20 anos. Os produtos da Central do Cerrado já podem ser adquiridos através da loja virtual da Central do Cerrado com praticidade e segurança (acesse: http://centraldocerrado.lojavirtualfc.com.br/).

Além disso, a organização tem entre suas associadas cooperativas que participam de programas sociais do governo federal, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), ações consideradas bem sucedidas pelas organizações na promoção de outro modelo de desenvolvimento.

Por meio do PAA, o governo adquire alimentos de pequenos agricultores que se enquadram no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e os destina a “pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional atendidas por programas sociais locais e demais cidadãos em situação de risco alimentar, como indígenas, quilombolas, acampados da reforma agrária e atingidos por barragens”. De forma semelhante, o Pnae articula a compra de alimentos de pequenos produtores e a destina para a merenda das escolas, promovendo alimentação saudável para as crianças. A inserção dos agricultores familiares em programas como esses contribuiu para combater a fome com alimentos saudáveis e fortalecer a agricultura familiar, garantindo a venda de ao menos parte da produção dos pequenos produtores. Na avaliação da Rede, após 12 anos de programas, criação de associações e de cooperativas de produtores, assim como pela viabilização da comercialização da produção do agricultor familiar, a agricultura familiar saiu fortalecida.

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