Melhorando meu bairro

Sem Imagem

Um processo de luta de 40 famílias no centro de Lima é coordenado pela Associação Quinta Virgen del Carmen do Quinto Patio para reivindicar seus direitos contra o megaprojeto do trem elétrico como meio de transporte de massa na capital peruana.

Confira mais informações sobre esta prática no Almanaque do Futuro: bit.ly/2yQT5nH

Responsável: Asociación Quinta Virgen del Carmen del Quinto Patio

Local de implementação: Quinta Virgen del Carmen

Contato

E-mails:

Descrição

No Cercado, centro antigo de Lima, existem áreas de favelas, e entre elas estão os “quintos”, localizados em um setor periférico dos Barrios Altos. Os quintos são terrenos de propriedade pública, administrados pela Beneficência, entidade que atualmente depende do município de Lima. A Quinta Virgem do Carmen era uma dessas terras onde cerca de 40 famílias viviam em casas precárias, produto de autoconstrução, pagando aluguel para a ocupação da terra. A Asociación Quinta Virgen del Carmen del Quinto Patio surgiu para organizar as famílias e resolver temas como água e esgoto através da auto-organização. A Autoridade Autônoma do Trem Elétrico (AATE), entidade pública à frente do megaprojeto para transporte público de Lima, pretendia passar as obras do trem pelo território ocupado pelas famílias e não aceitou nenhuma negociação com a Associação, uma vez que não eram proprietários. Apenas foi oferecida uma compensação financeira antes do despejo. A Beneficência, como proprietária da terra, não mostrou interesse na venda de terras para os posseiros comunitários e aspirava vender o terreno ao preço de mercado para a AATE. Embora a associação tenha solicitado ser levada em consideração para participar da audiência pública para abordar a questão da terra, a AATE não respondeu a este pedido. A construtora das obras do trem elétrico tentaram intimidar as famílias da Quinta Virgen del Carmen para que se mudassem, mas a Associação conseguiu unir as famílias e formaram uma aliança com famílias vizinhas do assentamento Santa Ana para resistirem em conjunto por seus direitos de moradia digna.

Objetivos

Organizar as famílias de Quinta Virgen del Carmen contra as obras do megaprojeto de trens elétricos liderados por grandes corporações peruanas que visam desalojar famílias em condições de risco na periferia de Lima.

Público-alvo

Resultados

Após extensas formações sobre projetos públicos do governo nacional em áreas periféricas para a construção de campos de esportes e iniciativas para melhorar a habitação, a Associação, graças a suas ações de petição e sua relação em busca de aliados, conseguiu convencer as autoridades do Ministério da Habitação a iniciar o programa “Mejorando mi Quinta”. O programa beneficia as famílias pobres que moram em arrendamento nas áreas do centro da cidade e, graças a ele, a Quinta Virgen del Carmen conseguiu construir banheiros e lavanderias comunitárias, pintar suas fachadas e consertar suas precárias casas. O então presidente peruano, Alan García, estava pessoalmente presente na Quinta na entrega das obras. Neste momento, a Associação aproveitou a presença do dignitário e firmou com ele um compromisso pelo qual o governo comprometeu-se em lançar um projeto permitindo que os inquilinos possam comprar a terra onde construíram suas casas a um preço muito acessível (5% do preço comercial).

Temas