Projeto Araucária – preservação da Mata Atlântica

O Projeto Araucária constitui uma ação estratégica para a minimização dos efeitos das mudanças climáticas por meio da fixação de carbono e emissões evitadas, com base na reconversão produtiva de áreas, recuperação de áreas degradadas e conservação de florestas e áreas naturais, contribuindo assim para o desenvolvimento sustentável da região. O projeto Araucária foi executado pela Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), patrocinado pela Petrobras, Governo Federal, por meio do programa Petrobras Socioambiental. Com dois anos de atuação (2013-2015), o projeto foi além do trabalho de conservar e recuperar florestas, buscando a valorização dos agricultores e envolvimento familiar por meio das visitas realizadas, reuniões, seminários e dias de campo.

Responsável: Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida

Local de implementação: Região do Alto Vale do Itajaí e região Oeste de Santa Catarina

Contato

Telefones: (47) 3535-0119 /

Endereço: Estrada Geral, Alto Dona Luiza - Atalanta (SC)

Site: http://www.apremavi.org.br

E-mails: info@apremavi.org.br

Descrição

O primeiro passo para o desenvolvimento do projeto foi a sensibilização dos atores por meio de diversas reuniões para apresentação das propostas de trabalho em diferentes comunidades dos municípios atendidos, realizando o cadastramento dos interessados. Na visita às propriedades cadastradas, foi realizado o mapeamento das áreas a serem trabalhadas, considerando principalmente Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reserva Legal (RL) e áreas passíveis de recuperação, levando em consideração o planejamento da paisagem e a possibilidade de formação de conexões entre as áreas trabalhadas e vizinhas. Essa visita teve como objetivo levar mais informações sobre o projeto, sanar dúvidas e discutir em conjunto com as famílias quais áreas seriam trabalhadas na propriedade e qual metodologia seria utilizada, além de repassar orientações ao agricultor sobre a adequação da propriedade conforme legislação ambiental vigente. Na segunda visita às propriedades, foi realizada a entrega de arames para o isolamento das áreas com presença de gado e, na terceira, foram entregues as mudas para plantio, além de repassadas as orientações de plantio e cuidado das mesmas.

A grande maioria das mudas doadas pelo Projeto Araucária foram produzidas no Viveiro Jardim das Florestas, localizado em Atalanta e de propriedade da Apremavi. Contudo, para atender a demanda de mudas a serem doadas aos proprietários atendidos, o Projeto Araucária viabilizou a construção de dois viveiros florestais: um em São Domingos (SC), em parceria com o Grupo de Apoio à Gestão do Parque Estadual das Araucárias (Grimpeiro), e o outro em Santa Terezinha (SC), em parceria com a Cooperativa dos Produtores de Mate e Ervas Medicinais (Coopamater). Cada viveiro construído possui capacidade para produção de 25.000 mudas/ano de diferentes espécies da Mata Atlântica, que foram destinadas à realização das atividades previstas no projeto.

A realização do projeto contribuiu para o desenvolvimento de atividades planejadas para o Corredor Ecológico Chapecó, Corredor das Araucárias, programas como o SC Rural, desenvolvido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), iniciativas do poder público municipal e parceiros locais. Os agricultores inseridos nos Corredores Ecológicos podem acessar recursos para adequação ambiental da propriedade e melhoramento da sua unidade produtiva. Desta forma, com a articulação entre os projetos, os agricultores puderam realizar a adequação ambiental de sua propriedade com apoio técnico e financeiro.

Além do trabalho nas propriedades rurais, também foi realizado o plantio de mais de 52.000 mudas nativas na Estação Ecológica da Mata Preta (ESEC), totalizando 25 hectares recuperados. Foram também recuperados 3 hectares na Área de Relevante Interesse Ecológico Serra da Abelha e 1,6 hectares na Floresta Nacional de Chapecó.

Objetivos

Conservação e recuperação de remanescentes florestais e espécies-chave do Bioma Mata Atlântica, por meio da implantação de sistemas agroflorestais, recuperação de áreas degradadas e enriquecimento de florestas secundárias, promovendo o uso sustentável dos recursos naturais.

Público-alvo

Estudantes, ONGs, universidades, prefeituras, comitês de bacia, lideranças comunitárias, órgãos estaduais (Epagri e Fatma), órgãos federais (ICMBio e INCRA), cooperativas de assistência técnica e extensão rural e principalmente agricultores familiares

Resultados

Em dois anos de atuação, foram cadastrados e visitados 270 agricultores familiares preocupados e que entendem a necessidade do plantio de mudas de árvores nativas como fundamentais para conservação e recuperação do solo e recursos hídricos como as nascentes de água para consumo humano, permitindo assim a realização do planejamento ambiental das suas propriedades pela equipe técnica do projeto. As linhas temáticas trabalhadas foram: reconversão produtiva de áreas, recuperação de áreas degradadas e conservação de florestas e áreas naturais. Nas propriedades atendidas, foi possível realizar o cadastramento, visita de planejamento ambiental, entrega de arame quando necessário, entrega de mudas e visita de monitoria. Durante a visita de monitoria, os técnicos puderam acompanhar o desenvolvimento das mudas e a alteração da paisagem.

Por meio da parceria entre a Apremavi, o Grupo de Apoio à Gestão do Parque Estadual das Araucárias (Grimpeiro) e a Cooperativa dos Produtores de Mate e Ervas Medicinais (Coopamater), foram construídos dois viveiros para produção de mudas florestais nativas, localizados nos municípios de São Domingos (SC) e Santa Terezinha (SC). Cada viveiro possui capacidade de produção de 25.000 mudas/ano de diversas espécies nativas da Mata Atlântica, como a araucária, gabiroba, erva-mate, araçás, ipês, canelas, entre outras espécies. Os viveiros tornaram-se importantes espaços para a realização de atividades de educação ambiental possibilitando a visita de inúmeros estudantes, técnicos e professores envolvidos no projeto. Aproximadamente 320.000 mil mudas foram doadas/plantadas. Dessas, 230.000 foram doadas a agricultores familiares. Destaca-se ainda a doação e plantio de 59.040 mudas para a recuperação de: 25 ha de áreas degradadas na ESEC Mata Preta (Abelardo Luz); 3 ha na ARIE Serra da Abelha (Vitor Meireles) e 1,6 ha na FLONA de Chapecó (Guatambu). Também foram doadas 31.375 mudas para agricultores de municípios vizinhos aos atendidos pelo projeto, durante eventos de divulgação do projeto e atividades de educação ambiental que contribuem indiretamente para a recuperação de áreas degradadas a região de abrangência do projeto.

Assim, através do projeto, foram recuperados e/ou conservados 228 hectares de áreas localizadas em propriedades rurais. Um estudo sobre avaliação e quantificação dos índices de fixação de carbono foi realizado em plantios da Apremavi com diferentes idades e estágios sucessionais, onde se utilizou a mesma metodologia adotada pelo projeto Araucária. A realização do estudo foi importante para dimensionar qual o índice e potencial de fixação de carbono a médio e longo prazo será possível obter nos plantios realizados pelo projeto Araucária. As inúmeras ações de educação ambiental (palestras, jogos educativos, saída de campo e plantios educativos) realizadas também foram essenciais para o envolvimento dos filhos dos agricultores participantes do projeto, sendo desenvolvidas principalmente em escolas rurais dos municípios.

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