Rede de Comércio Justo e Solidário

Desde sua criação, em 2000, a Fundação Luterana de Diaconia (FLD – www.fld.com.br) trabalha a questão da Economia Popular Solidária, apoiando um grande número de iniciativas comunitárias de geração de trabalho e renda, por meio do seu Programa de Pequenos Projetos.

Ao identificar uma série de desafios semelhantes – como sustentabilidade, comercialização, gestão democrática e justiça de gênero –, a FLD criou, em 2012, a Rede de Comércio Justo e Solidário, para trabalhar as questões de forma conjunta. Ao mesmo tempo, a rede propõe divulgar e sensibilizar o público em geral para a ideia do consumo responsável e solidário.

A metodologia envolve encontros e oficinas para elaboração de planos de sustentabilidade, qualificação para a comercialização, bem como reuniões do grupo gestor.

Responsável: Fundação Luterana de Diaconia

Local de implementação: Nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná

Contato

Telefones: (51) 3225-9066 /

Endereço: Rua Dr. Flores, 62/901 - Bairro Centro Histórico

Site: http://comerciojustofld.com.br/ ; www.fld.com.br

E-mails: comunicacao@fld.com.br

Descrição

A Rede de Comércio Justo e Solidário é uma articulação de Empreendimentos Econômicos Solidários (EES), criada em 2012 pela Fundação Luterana de Diaconia (FLD). O objetivo é promover o fortalecimento de EES, com foco na viabilidade econômica associativa, gestão democrática e justiça de gênero. Além disso, promove ações e processos educativos para o consumo responsável em comunidades/instituições ligadas à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e em escolas da Rede Sinodal de Educação.

Mais de 30 empreendimentos, nos segmentos de artesanato, alimentação, confecção, reciclagem e prestação de serviços, dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, participam da rede. A maioria dos EES é composta por mulheres.

A visibilidade e a abertura de novos espaços de comercialização é uma das prioridades da iniciativa. Para isso, a FLD criou um site, que funciona como uma “vitrine”. Ali, os grupos contam um pouco da sua história, anunciam seus produtos e seus contatos. As encomendas são feitas diretamente, de forma a aproximar consumidoras e consumidores.

Ao mesmo tempo – e essa é outra prioridade -, por meio da Rede de Comércio Justo e Solidário, a FLD promove uma economia mais justa e o consumo responsável, junto à população geral, mas especialmente entre membros da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), com quem tem vínculo, e escolas da Rede Sinodal de Educação, também ligada à IECLB.

A participação em feiras e eventos de comunidades luteranas é mais uma forma de visibilizar o trabalho dos EES. Jovens e adultos gostam de escutar as histórias de vida contadas pelas mulheres – que são a maioria na composição dos EES –, enquanto admiram e escolhem brincos e colares feitos de escamas de peixe, sacolas feitas com a reutilização de banners, camisetas, vestidos e blusas confeccionadas com algodão orgânico, entre diversos outros itens.

A terceira prioridade é formação, organizada pela FLD a partir das demandas dos próprios grupos. Sustentabilidade, viabilidade econômica, comercialização coletiva, gestão democrática e justiça de gênero são alguns dos temas já trabalhados, com a orientação de assessorias externas.

O processo de criação da Rede de Comércio Justo e Solidário e agora, sua condução, é feita de forma participativa e democrática. O Grupo Gestor, formado por duas representantes de cada segmento produtivo, atua no planejamento, monitoramento e avaliação da rede, junto com a equipe de trabalho da FLD. O grupo gestor é eleito em encontros gerais por um período de dois anos.

Objetivos

Promover o comércio justo solidário e o consumo responsável entre o público. Fortalecer a sustentabilidade dos empreendimentos econômicos solidários e da Rede de Comércio Justo e Solidário, promover o protagonismo das mulheres na gestão compartilhada da Rede.

Público-alvo

Empreendimentos econômicos solidários, público em geral, professoras e professores e crianças e adolescentes de escolas da Rede Sinodal de Educação.

Resultados

A dinâmica própria da Rede (regimento interno, grupo gestor), o pertencimento à rede expresso pelas mulheres dos Empreendimentos Econômicos Solidários (EES), a aproximação dos EES com comunidades e instituições da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB) e a ampliação da comercialização dos empreendimentos. A partir das oficinas de Viabilidade Econômica e Gestão Democrática, os grupos estão começando a planejar de forma coletiva a viabilidade econômica dos seus empreendimentos. A gestão democrática está sendo compreendida como um processo político, através do qual as pessoas identificam problemas, discutem, deliberam, planejam, acompanham, controlam e avaliam o conjunto das ações voltadas ao desenvolvimento e fortalecimento dos empreendimentos.

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