Gestão do território

A expansão indiscriminada da fronteira agrícola para as áreas de páramo coloca em risco o suprimento de água de toda uma população. Diante dessa situação, a comunidade de Chilco teve que mudar sua lógica na gestão territorial, limitando o acesso ao páramo e restaurando os colchões de água. Essa decisão estratégica na gestão de seu território ajudou a consolidar as economias familiares da comunidade.

Confira mais informações sobre esta prática no Almanaque do Futuro: bit.ly/2IySdUe

Nome da entidade ou responsável: Fundación Social Cultural Ibarra


Projeto Horizonte Verde

Com patrocínio do Programa Petrobras Ambiental (2013-2015), foi iniciado o projeto Horizonte Verde, voltado à reconversão produtiva de áreas com agricultura “corte e queima” para agricultura de baixo carbono com a implantação e apoio a produção de mudas, manejo de agroflorestas voltadas à produção de alimentos e valorização de sementes (açaí, cumaru, pequi e castanha-do-Pará).

Nome da entidade ou responsável: Instituto Socioambiental Floranativa


Selo Origens Brasil

Desenvolvido pelo IMAFLORA – Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola e pelo ISA – Instituto Socioambiental, o Selo Origens Brasil®, lançado em 2016, é um sistema de garantia que assegura a rastreabilidade da produção e relações comerciais éticas por meio de uma plataforma tecnológica de gestão da informação. Esta plataforma permite um controle interativo das informações das cadeias produtivas do território (produção, comercialização e indicadores de impacto).

Nome da entidade ou responsável: Imaflora - Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola


Protegendo as Águas

O distrito de São Francisco Xavier está localizado na Serra da Mantiqueira e tem como seu principal rio o Rio do Peixe, também um dos principais afluentes do Rio Paraíba do Sul e prioritário dentro do Plano de Ações do Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Sul para ações de recuperação ambiental e revitalização de corpos d´água. Este Rio corta o Distrito e faz parte do dia a dia da comunidade. Contudo, com a ocupação humana desordenada, o mesmo vem sofrendo as consequências da mudança da paisagem. Antes utilizado para lazer e outras atividades, hoje já apresenta trechos poluídos (com esgoto doméstico). Assim, o projeto Protegendo as Águas pretende atuar promovendo ações de conservação e manutenção dos recursos hídricos desta microbacia.

Nome da entidade ou responsável: Biblioteca Solidária / Sidnei Pereira da Rosa


Banco Comunitário de Sementes Crioulas

O Banco de Sementes Crioulas da comunidade Cabaceiras nasceu a partir das ações da ASA no âmbito do programa P1+2, financiado pela Fundação BB e pelo projeto de ATER, executados pelo SERTA. A cultura de guardar sementes é uma prática comum dos agricultores da localidade, porém, infelizmente, estava ficando desvalorizada, ou algumas variedades já estavam se perdendo. Além de trabalhar com o resgate das variedades, práticas de conservação e estocagem, o patrimônio histórico das sementes para a humanidade, também trabalhou-se a gestão e a construção de um banco de sementes através das práticas da bioconstrução. Toda construção foi discutida e planejada com o grupo desde a confecção dos tijolos até a pintura. Essa tecnologia foi criando forma e teve também o apoio do Programa Sementes do Semiárido.

Nome da entidade ou responsável: Serviço de Tecnologia Alternativa - Serta


Pacto das Águas

O Pacto das Águas promove alternativas de geração de renda às comunidades da Amazônia apoiando a estruturação das cadeias de produtos da sociobiodiversidade já utilizados pelas comunidades, assim como de outros potenciais existentes em suas terras. O Pacto desenvolve um projeto de mesmo nome, na região Noroeste de Mato Grosso e Leste de Rondônia, que tem como meta estimular e consolidar estratégias de desenvolvimento pautadas na manutenção da floresta e respeito à cultura das populações tradicionais.

Nome da entidade ou responsável: Pacto das Águas


Revitalização popular do Rio dos Cochos

Na zona rural dos municípios de Januária e Cônego Marinho, norte de Minas Gerais, 300 produtores rurais dependem da água do Rio dos Cochos, um dos subafluentes do Rio São Francisco. Prejudicado há pelo menos 30 anos pelo assoreamento decorrente do desmatamento e da plantação intensiva de eucalipto, o rio passou por um processo de revitalização liderado pelos agricultores das comunidades do entorno, desde 2012. A iniciativa de revitalização nasceu em um dos encontros da Articulação do Semiárido (ASA), que reúne pessoas, redes e associações com a proposta de “convivência com o semiárido”.

Nome da entidade ou responsável: Cáritas Brasil