Colinas urbanas: Assentamento Humano Virgen de la Candelaria

Assentamentos humanos como o da Virgen de la Candelaria na periferia de Lima são fenômenos muito frequentes nas grandes cidades. Famílias de recursos escassos buscam um lugar para viver perto das aparentes oportunidades econômicas e educacionais da metrópole. As leis e regras exclusivas tornam a consolidação desses bairros e o progresso de seus habitantes extremamente difícil. Circunstâncias e condições forçam a maioria nas grandes cidades a encontrar uma solução de habitação informal, enfrentando uma lógica perversa de leis que não são feitas para aqueles que foram deixados de lado pelo modelo de desenvolvimento atual. Esta situação termina, muitas vezes em uma situação paradoxal: maioria da população excluída por leis que protegem os interesses do sistema em vez de responder às necessidades da maioria.

Confira mais informações sobre esta prática no Almanaque do Futuro: bit.ly/2KtF54y

Nome da entidade ou responsável:


Hortas urbanas – no caminho para construir a comunidade

A moradia digna é um direito reconhecido a todos mas negado a muitas famílias, que vivem em condições de habitação precárias, sem acesso a serviços básicos cujas justas exigências são invisibilizadas. Esta dura realidade levou um grupo de vizinhos de Cochabamba, Bolívia, a sonhar com a possibilidade de um espaço de vida em comunidade. A Organização de Inquilinos e Inquilinas de Cochabamba (OINCO) enfrenta uma dura luta, devido à comercialização e especulação da terra urbana, passando pela tarefa de fazer distintos esforços para construir uma comunidade e moradias comunitárias. Um desses esforços permitiu o acesso a uma terra em comodato, que permite aos membros do OINCO produzirem alimentos saudáveis, organizando a Escola Popular de Agroecologia, como parte de sua filosofia de aprender e ensinar a gerenciar o solo.

Confira mais informações sobre esta prática no Almanaque do Futuro: bit.ly/2yMqX4S

Nome da entidade ou responsável: Organización de Inquilinas y Inquilinos de Cochabamba (OINCO)


Prestar contas

A prestação de contas por parte das autoridades públicas que cumprem os protocolos de transparência é, muitas vezes, o resultado da pressão perseverante exercida por setores dinâmicos da sociedade civil no contexto local, e é, por vezes, o único caminho viável para alcançar a qualidade nos serviços públicos.

Confira mais informações sobre esta prática no Almanaque do Futuro: bit.ly/2KidreM

Nome da entidade ou responsável: Corporación para el Desarollo de la Provincia Vélez


A via da concertação

Lideranças de mulheres, surgidas desde organizações sociais comunitárias de El Agustino e outro distritos no setor leste de Lima, compartilham suas experiências no caminho à mudança das relações com as autoridades acerca do desenvolvimento local.

Confira mais informações sobre esta prática no Almanaque do Futuro: bit.ly/2tMqbyZ

Nome da entidade ou responsável: Red de Mujeres Organizadas de Lima Este


Rompendo esquemas, conquistando o acesso

Uma moradia digna é uma necessidade fundamental de todas as pessoas, reconhecidamente consagrado como um Direito Humano. A outra face da moeda é a mercantilização da moradia social ou popular. No Peru, programas estatais de moradia social são dominados por empresas construtoras, impossibilitando a autonomia na construção por parte das famílias. O Banco Comercial, encarregado da colocação do subsídio estatal, acentua o problema, pois os pobres não conseguem se qualificar como grupo destinatário principal desses subsídios. O exemplo do Movimiento de los Sin Techo (MST) de Lima, Peru, rompe esquemas e barreiras, conquistando, através de sua persistência, o acesso à moradia digna.

Confira mais informações sobre esta prática no Almanaque do Futuro: bit.ly/2tHLfGQ

Nome da entidade ou responsável: Movimiento de los Sin Techo


Fiando com Dignidade

Partindo de uma iniciativa coletiva pelo resgate cultural de um setor produtivo surge no caminho a aposta de construir um desenvolvimento que permita a comercialização de produtos artesanais de qualidade e, acima de tudo, com identidade local e produtiva.

Confira mais informações sobre esta prática no Almanaque do Futuro: bit.ly/2yThQzu

Nome da entidade ou responsável: Corpolienzo


Clínica Ambiental – Projeto de reparação socioambiental

Na região amazônica da fronteira entre Equador e Colômbia, os problemas que atingem a população local não são menores: extrativismo petroleiro, contaminação da natureza, violência social. O sistema Wiphala da Clínica Ambiental é uma mostra fiel de que é factível mudar a realidade a partir de sua própria vida, começando processos e transformações ao seu alcance, sem ignorar ao mesmo tempo problemas de maior calibre.

Confira mais informações sobre esta prática no site do Almanaque do Futuro: https://almanaquedelfuturo.files.wordpress.com/2017/05/almanaque-del-futuro-14-web.pdf

Nome da entidade ou responsável: Acción Ecológica


Pukyu Pamba – Vivência Intercultural

O turismo vivencial ou vivência intercultural praticada por empreendimentos familiares e associativos permite à comunidade Karanquis de San Clemente, no norte dos Andes equatorianos, viajar pelo mundo estando em casa, ao mesmo tempo que gera receitas que beneficiam ao coletivo. O visitante não fica no superficial de observar a paisagem, mas experimenta uma convivência pessoal com a cultura, o local, seu povo e a cosmovisão andina.

Confira mais informações sobre esta prática no Almanaque do Futuro: bit.ly/2IzDS9X

Nome da entidade ou responsável: Fondo Ecuatoriano Populorum Progressio (FEPP)


Programa Cidades Sustentáveis

O Programa Cidades Sustentáveis (PCS) reúne uma série de ferramentas que visam contribuir para que governos e sociedade civil promovam o desenvolvimento sustentável nos municípios brasileiros.

Nome da entidade ou responsável: Rede Nossa São Paulo (Secretaria Executiva)


Banco Comunitário de Sementes Crioulas

O Banco de Sementes Crioulas da comunidade Cabaceiras nasceu a partir das ações da ASA no âmbito do programa P1+2, financiado pela Fundação BB e pelo projeto de ATER, executados pelo SERTA. A cultura de guardar sementes é uma prática comum dos agricultores da localidade, porém, infelizmente, estava ficando desvalorizada, ou algumas variedades já estavam se perdendo. Além de trabalhar com o resgate das variedades, práticas de conservação e estocagem, o patrimônio histórico das sementes para a humanidade, também trabalhou-se a gestão e a construção de um banco de sementes através das práticas da bioconstrução. Toda construção foi discutida e planejada com o grupo desde a confecção dos tijolos até a pintura. Essa tecnologia foi criando forma e teve também o apoio do Programa Sementes do Semiárido.

Nome da entidade ou responsável: Serviço de Tecnologia Alternativa - Serta


Pacto das Águas

O Pacto das Águas promove alternativas de geração de renda às comunidades da Amazônia apoiando a estruturação das cadeias de produtos da sociobiodiversidade já utilizados pelas comunidades, assim como de outros potenciais existentes em suas terras. O Pacto desenvolve um projeto de mesmo nome, na região Noroeste de Mato Grosso e Leste de Rondônia, que tem como meta estimular e consolidar estratégias de desenvolvimento pautadas na manutenção da floresta e respeito à cultura das populações tradicionais.

Nome da entidade ou responsável: Pacto das Águas


Fazer é Pensar: Que Cidade Queremos?

Para tentar promover o desenvolvimento sustentável da cidade de Porto Alegre, a ONG Cidade iniciou em 2015 o projeto “Fazer é Pensar: Que Cidade Queremos?”. Trata-se de uma série de iniciativas divididas em dez temáticas, que vão de Patrimônio Histórico e Planejamento Urbano até Resíduos Urbanos, para discutir e propor alternativas de desenvolvimento em Porto Alegre. O projeto também prevê o desenvolvimento de uma rede de articulação entre cidadãos, movimentos sociais, acadêmicos, profissionais e grupos em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Nome da entidade ou responsável: Cidade (Centro de Assessoria e Estudos Urbanos) e IAB-RS (Instituto de Arquitetos do Brasil)