Rede de Comércio Justo e Solidário

Desde sua criação, em 2000, a Fundação Luterana de Diaconia (FLD – www.fld.com.br) trabalha a questão da Economia Popular Solidária, apoiando um grande número de iniciativas comunitárias de geração de trabalho e renda, por meio do seu Programa de Pequenos Projetos.

Ao identificar uma série de desafios semelhantes – como sustentabilidade, comercialização, gestão democrática e justiça de gênero –, a FLD criou, em 2012, a Rede de Comércio Justo e Solidário, para trabalhar as questões de forma conjunta. Ao mesmo tempo, a rede propõe divulgar e sensibilizar o público em geral para a ideia do consumo responsável e solidário.

A metodologia envolve encontros e oficinas para elaboração de planos de sustentabilidade, qualificação para a comercialização, bem como reuniões do grupo gestor.

Nome da entidade ou responsável: Fundação Luterana de Diaconia


Orçamento e Direitos

Desde 1991, o INESC elegeu o orçamento público como um instrumento estratégico para a análise e o controle social das políticas públicas. O desafio era dispor de um instrumental que estimulasse e possibilitasse diferentes grupos discutirem boas práticas e desafios na transparência, participação e fiscalização orçamentárias. Aperfeiçoada em 2007 e em 2013, a metodologia vem contribuindo para que os cidadãos aprendam a acompanhar os gastos governamentais nas três esferas – municipal, estadual e federal – e se mobilizem para intervir nas decisões sobre o destino dos recursos públicos.

Nome da entidade ou responsável: INESC - Instituto de Estudos Socioeconômicos


O caminho ao território solidário

As províncias de Guanentá, Comunera e Vélez, no departamento sul de Santander, Colômbia, abriram um processo em que o tecido sócio-organizacional de seus habitantes e a economia solidária sob a forma de cooperativas tentaram marcar a história contemporânea desta região, rompendo paradigmas, através de de um sistema econômico financeiro administrado por cooperativas do povo e para o povo e a construção de um território solidário com uma lógica de desenvolvimento que parte do território e da identidade e cultura de seus habitantes. O que começou há cinquenta anos por iniciativa de várias pessoas e apoiado pela cooperação para o desenvolvimento é atualmente sustentado por sua própria dinâmica, com capacidade e projeção no futuro.

Confira mais informações sobre esta prática no Almanaque do Futuro: bit.ly/2KsAYca

Nome da entidade ou responsável: Coomuldesa


Na contramão do futuro

Yasuní, um parque em uma selva isolada localizada na Amazônia equatoriana, tornou-se um ícone internacional da luta cidadã a favor da vida, da biodiversidade e da natureza como sujeito da lei, consagrada na constituição do Equador. A mudança alcançada no imaginário da sociedade equatoriana é talvez até muito inicial e reduzida, mas desafia a partir da sociedade o paradigma de desenvolvimento pré-estabelecido. YASunidos é um grupo aberto de jovens que foi formado para esta tarefa.

Confira mais informações sobre esta prática no Almanaque do Futuro: bit.ly/2tDeJXf

Nome da entidade ou responsável: YASunidos


Clínica Ambiental – Projeto de reparação socioambiental

Na região amazônica da fronteira entre Equador e Colômbia, os problemas que atingem a população local não são menores: extrativismo petroleiro, contaminação da natureza, violência social. O sistema Wiphala da Clínica Ambiental é uma mostra fiel de que é factível mudar a realidade a partir de sua própria vida, começando processos e transformações ao seu alcance, sem ignorar ao mesmo tempo problemas de maior calibre.

Confira mais informações sobre esta prática no site do Almanaque do Futuro: https://almanaquedelfuturo.files.wordpress.com/2017/05/almanaque-del-futuro-14-web.pdf

Nome da entidade ou responsável: Acción Ecológica


Pukyu Pamba – Vivência Intercultural

O turismo vivencial ou vivência intercultural praticada por empreendimentos familiares e associativos permite à comunidade Karanquis de San Clemente, no norte dos Andes equatorianos, viajar pelo mundo estando em casa, ao mesmo tempo que gera receitas que beneficiam ao coletivo. O visitante não fica no superficial de observar a paisagem, mas experimenta uma convivência pessoal com a cultura, o local, seu povo e a cosmovisão andina.

Confira mais informações sobre esta prática no Almanaque do Futuro: bit.ly/2IzDS9X

Nome da entidade ou responsável: Fondo Ecuatoriano Populorum Progressio (FEPP)


Rede Cooperativa de Mulheres Empreendedoras

Criado em 1997, o programa acolhe empreendimentos de diferentes atividades econômicas, tais como culinária, artesanato, costura, reciclagem, serviços. Por meio de reuniões mensais, realizadas toda última quinta-feira do mês, busca o estímulo ao desenvolvimento de um espaço de troca, articulação e empoderamento, onde se estabeleçam laços de parcerias e intercâmbios com o compartilhamento de informações, formação, assessoria e divulgação, além de possibilitar a organização do trabalho para escoamento da produção de forma partilhada, presentes nas ações de valorização e respeito à diversidade nas questões de gênero, etnia, orientação sexual, origem geográfica, direitos humanos, cidadania e a sustentabilidade como uma prática cotidiana e de responsabilidade individual.

Nome da entidade ou responsável: Asplande Assessoria & Planejamento para o Desenvolvimento


Pacto das Águas

O Pacto das Águas promove alternativas de geração de renda às comunidades da Amazônia apoiando a estruturação das cadeias de produtos da sociobiodiversidade já utilizados pelas comunidades, assim como de outros potenciais existentes em suas terras. O Pacto desenvolve um projeto de mesmo nome, na região Noroeste de Mato Grosso e Leste de Rondônia, que tem como meta estimular e consolidar estratégias de desenvolvimento pautadas na manutenção da floresta e respeito à cultura das populações tradicionais.

Nome da entidade ou responsável: Pacto das Águas


Banco Comunitário Palmas

O Banco Comunitário Palmas é uma prática de Socioeconomia Solidária da Comunidade do Conjunto Palmeiras em Fortaleza – Ceará, Brasil. Como Banco Comunitário, é um serviço financeiro solidário organizado em rede, de natureza associativa e comunitária, voltado para a reorganização da economia local para superação da pobreza urbana e rural, promoção do desenvolvimento econômico responsável, criação de projetos de trabalho e geração de renda. A partir das práticas do banco, forma-se uma rede local de prosumatores, isto é, cada morador é simultaneamente produtor, consumidor e ator social de transformação. O Banco Comunitário é de propriedade da comunidade e é gerido pela Associação dos Moradores do Conjunto Palmeira (ASMOCONP), que criou o Instituto Palmas.

Nome da entidade ou responsável: Instituto Banco Palmas