Movimento Slow Food

O Slow Food é uma associação internacional sem fins lucrativos fundada em 1989 como resposta aos efeitos padronizantes do fast food, ao ritmo frenético da vida atual, ao desaparecimento das tradições culinárias regionais, ao decrescente interesse das pessoas na sua alimentação, na procedência e sabor dos alimentos e em como nossa escolha alimentar pode afetar o mundo. O Slow Food segue o conceito da ecogastronomia, buscando conjugar o prazer e a alimentação com consciência e responsabilidade, reconhecendo as fortes conexões entre o prato e o planeta. O princípio básico do movimento é o direito ao prazer da alimentação, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção e consumo.

Responsável: Fundação Slow Food para Biodiversidade (internacional) e Associação Slow Food (nacional)

Local de implementação: 150 países

Contato

Telefones: (11) 3021-5637/ 3021-6746/ 99905-5432 /

Site: http://www.slowfoodbrasil.com; http://www.slowfoodsp.blogspot.com.br

E-mails: contato@slowfoodbrasil.com; saopaulo@slowfoodbrasil.com

Descrição

O Slowfood atua via comunidades do alimento, constituídas por todos os sujeitos que operam no setor agroalimentar. Desde a produção de matérias-primas até a promoção de produtos acabados, prioriza-se a qualidade e a sustentabilidade em cada parte e processo. “Convívio” é o nome dado aos grupos locais do Slow Food que articulam relações com os produtores, fazem campanhas para proteger alimentos tradicionais, organizam degustações e palestras, encorajam os chefs a usar alimentos regionais e buscam aproximar produtores e consumidores. O Slowfood no Brasil possui também outras ações, tais como:
– “Arca do Gosto” – um catálogo mundial que identifica, localiza, descreve e divulga sabores quase esquecidos de produtos ameaçados de extinção, mas ainda vivos, com potenciais produtivos e comerciais reais;
– “Fortalezas” – projetos concretos de desenvolvimento da qualidade dos produtos nos territórios, envolvendo diretamente os pequenos produtores, técnicos e entidades locais;
– “Terra Madre” – um encontro mundial das comunidades do alimento que acontece a cada dois anos;
– criação de Redes de comunidades do alimento, onde jovens, chefs de cozinha e acadêmicos se encontram;
– fomento ao movimento das Città Slow, um grupo autônomo de vilas e cidades determinadas a melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes, particularmente no que diz respeito à alimentação.
O Slow Food organiza, ainda, feiras, mercados e eventos locais e internacionais, além de articular grupos de compra para facilitar o contato direto entre produtores e consumidores (normalmente dentro de uma mesma região ou estado). No campo da educação, desenvolve um projeto de Hortas Escolares e possui uma Universidade de Ciências Gastronômicas.

Objetivos

Defender a biodiversidade na cadeia de distribuição alimentar, difundir a educação do gosto e aproximar os produtores de consumidores de alimentos especiais através da troca e conhecimento mútuo. Pretende-se promover um modelo sustentável de agricultura que respeite o meio ambiente, a identidade cultural e o bem-estar animal, além de contribuir positivamente para a efetivação das demandas de soberania alimentar e das comunidades em decidir o que e como cultivar, produzir e comer.

Público-alvo

Indivíduos, produtores e consumidores

Resultados

Atualmente, o movimento conta com mais de 100 mil associados em 150 países, conjugando o prazer e a alimentação com consciência ambiental e responsabilidade social. No Brasil, já existem 54 convívios e 8 fortalezas, estabelecidos em distintas localidades do país. O movimento considera que, através dos seus conhecimentos gastronômicos relacionados com a política, a agricultura e o ambiente, tornou-se uma voz ativa na agricultura e na ecologia.

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